15.11.09
Termina hoje
Essa vida de doutorando é puxada.
Não tenho mais tempo pra nada.
Mas é sempre necessário arrumar um tempinho pra escrever alguma coisa nesse blog, cria minha, que eu, desnaturado "pai", deixei parado.
É necessário também arrumar tempo para arejar um pouco a cabeça e se divertir um pouco.
Está rolando em POA dois eventos bacana: BIENAL e FEIRA DO LIVRO.
A FEIRA termina hoje. Pra variar, hoje a Praça da Alfândega vai estar lotada de pessoas que deixam tudo pra última hora: ou pela desculpa de garimpar os melhores descontos ou pela velha mania dos brasileiros de deixar tudo pra última hora mesmo... Se bem que FEIRA lotada é uma constante. Na minha opinião, este ano está tudo mais bagunçado, mais apertado... Sou da opinião que a FEIRA é um evento bacana, tem seus méritos, mas poderia acontecer em um lugar mais bacana, com um bom ar condicionado - pra começar, abrigado da chuva, melhor iluminado, em suma, mais confortável e organizado! Vamos sonhar um pouco? Imaginem a FEIRA num espaço semelhante a LIVRARIA CULTURA... Não seria bem melhor? Claro, sei que isso praticamente descaracterizaria todo o evento, mas e daí? A FEIRA já é uma "senhora de 55 anos"... Qual a senhora dessa idade que ainda não pensou em dar uma "repaginada"? E destas a maioria já o fez!
Tá, mas vou parar de reclamar. Eu sempre reclamo, mas tô sempre lá... Sempre tem coisas bacanas acontecendo.
Olha que coisa bacana: quando lemos um livro que é interessante, que a leitura nos envolve e terminamos rápido querendo saber logo o que vai acontecer, sempre falamos que "devoramos o livro"... pois bem, na FEIRA é possível. Eles apresentaram esse ano o "DEUSTAÇÃO LITERÁRIA". Distribuindo poemas em um pedaço de papel... mas não é um papel comum... Foi engraçado quando eu vi um bebê no colo do pai, e o garoto tinha um pedaço de papel na mão... "Ele está comendo o papel", pensei eu... Mas prontamente o pai pergunta: "É bom comer papel, meu filho...Deixa eu provar".... Ou o cara era louco, ou dava pra comer o papel... Saí a cata de um pra provar...
Achei! E era bom... o meu tinha gosto de menta... Uma folha de papel, com o poema TRINTA E SETE do Charles Kiefer impresso... Um papel feito de arroz, que tem gosto de sei lá o que... hóstia? E a textura, pasme: é de papel... (sim, eu sei que a textura e de papel, pq como o menininho "supracitado" eu já comi papel na infância... quem já não comeu?)... A FEIRA lançou este ano o ensaio do novo filme. Depois do "QUEIME DEPOIS DE LER", vem aí "COMA DEPOIS DE LER - nos sabores: menta, caramelo e morango!"
Pra variar o texto ficou longo, mas ainda tenho que falar da BEINAL... Mas falo depois, em outro post!
Abraços,
Hugo.
10.8.09
Sei lá... tem que ter título?
Definir.
Padronizar.
Chego a conclusão que fazem isso pelo medo do desconhecido.
"Se eu sei o que é, sei como lidar com isso. E se não sei lidar, mas sei o que é, alguém saberá como devo enfrentar!" Mas e se for indefinido? Desconhecido? Novo?
Nascemos e aprendemos tudo por repetição. Ouvimos o que falam a nossa volta, e imitamos pra formar nossas frases. O nosso ambiente nos condiciona a fazer coisas predeterminada pelos nossos pais. Quando nos damos conta, andamos igual, falamos igual, nos comportamos igual... tudo por repetição... Lembro que meu pai não comia fígado. Minha mãe sim, e adorava... ele também achava importante que eu e meus irmãos também aprendêssemos a comer, então ela volta e meia preparava um delicioso bife de fígado acebolado. Uma vez ela estava preparando os bifes e resolveu fazer "bife de carne" pro meu pai... Foi então que meu irmão mais velho, do alto de seus 5 ou 6 anos, disse pra ela: "mãe, eu acho que eu tenho a mesma doença do meu pai... não posso comer bife de fígado!" Copiamos, e só nos permitimos coisas que nossos pais se permitiam. E da mesma forma que eles rotulam, nós rotulamos!
E não vamos colocar a culpa só nos pais. Quando saímos da barra da saia da mãe, continuamos a nos moldar conforme a sociedade que nos cerca. Falo pois constatei isso. E não sou hipócrita ao ponto de dizer que sou diferente. Não! Faço parte dessa massa que não compreende o mundo, e busca respostas com os que supostamente são donos da verdade!
Pensando friamente, acho que seriamos mais felizes se não nos preocupassemos tanto com o porquê das coisas! Temos uma postura muito certinha demais, pensamos demais pra agir, nos preocupamos demais pra viver, colocamos muitos "e se tal coisa" na frente de nossos atos!
Penso que isso é viver refém do resto do mundo.
Acabo de ligar o "foda-se"... Deixa as coisas acontecerem... sem rótulos, sem títulos, sem pré-definições e conceitos...
FODA-SE!
21.7.09
20 de julho de 2009
Há 40 anos o homem pisava na Lua.
Pisava? Não sei…
Uma das primeiras frases ditas “em solo lunar” foi: “Isso é um pequeno passo para o homem, mas um salto gigante para a humanidade”. Várias teorias existem em torno desse salto gigante. Se o homem chegou ou não à lua é quase uma questão de fé. Você pode acreditar, pode negar… mas é inegável que o mundo parou para ver as cenas em preto e branco, e que essas cenas impulsionaram e muito o desenvolvimento humano.
Essas mudanças ocorreram para nosso favor. Grande parte do desenvolvimento científico foi impulsionado pela cobiça de se voltar pra Lua, e o mais rápido possível. Foi o estopim para acionar projetos que visando a conquista do espaço, acabaram por oferecer ao homem, novos materiais, novos dispositivos de comunicação, novas tecnologias em geral.
Mas esse dia não será marcado pelo aniversário de 40 anos da chegada (falsa ou não) da Apolo 11 em solo lunar. Esse 20/07/2009 será com certeza um marco em minha vida.
Está tudo muito confuso na minha cabeça. Só sei o final de semana me fez pensar. Me fez repensar. Essa é a vida que eu quero pra mim? A forma que eu vivo hoje, me faz feliz? Sim. É isso – estou feliz, e quero continuar assim.
Vivemos nossa vida nos preocupados com o tempo. Planejamos nossa vida com base em um calendário, relógios, falsas prioridades… Às vezes vamos deixando para depois o que julgamos menos importantes, e nesse “bolo” de coisas menos importantes adiamos nossa vida.
Mas temos tempo? Quanto?
Cansei de ver o vida passar! Cansei de adiar, anular, deixar passar…
Chega! A NASA pediu 10 anos… Precisa de 10 anos pra poder voltar a Lua, como carros lunares, vendendo viagens de “Lua de Mel – na lua” e tal… Mas eu não posso esperar tanto. Não quero esperar tanto. Não sei se terei 10 anos, 10 meses, 10 dias …
Será que me restam 10 minutos? Será? Não quero esperar pra ver…
Fui… Tenho uma vida me esperando.
Abraço.
Hugo.
10.7.09
Agora eu conheço…
A primeira vez que eu vi esse monumento ele ainda estava no papel. Eram croquis, desenhos arquitetônicos em planta baixa, cortes e fachadas… Estudos de posicionamento e utilização de terreno…
Lembro que quando vi aquilo, tentei construir na minha imaginação uma maquete, para visualizar em 3D o que seria construído dentro em breve em Porto Alegre.
Semana passada, aproveitei a parceria de um amigo e fui conhecer a nova sede da Fundação Iberê Camargo. Cravado ao lado do Guaíba está um prédio de arquitetura moderna cujo o projeto é premiado na Europa. Projeto de Álvaro Siza, arquiteto português, é com certeza um dos prédios mais modernos da capital.
Há quem ache o prédio feio, cinza, frio… Mas só entrando para se ter a real noção da beleza arquitetônica deste monumento responsável por abrigar as obras de um dos mais famoso artistas gaúchos.
As linhas retas e duras da fachada nada tem a ver com a beleza leve das curvas internas dos corredores e galerias. O contraste do cinza externo com o branco ofuscante interno é algo intrigante. A forma de visitação as obras é outro detalhe: você sobe até o quarto pavimento e ao descer pelos corredores que abrigam clarabóias e janelas que ao mesmo tempo que iluminam, servem de moldura para as paisagens do Guaíba.
Em cada pavimento, salas e espaços abrigam exposições com obras do próprio Iberê e quando necessário de outros artistas. É tudo muito clean. Quem passa pela Padre Cacique, não imagina que dentro dessa caixa cinza, tenha se conseguido construir um centro cultural tão interessante. Sem falar no café que tem no anexo… Aos apreciadores da bebida, vale a pena. Tomar um bom café num fim de tarde, olhando para uma das mais belas vistas do Guaíba… fantástico.
Fica aqui minha dica aos porto-alegrenses que ainda não conhecem esse monumento artístico gaúcho. Aos que por algum motivo não podem vir até aqui conhecer, no site da Fundação é possível fazer um passeio virtual (…o que é a tecnologia, né?). Não é a mesma coisa que ao vivo, mas tem seu valor.
Nesse blog também é possível ver algumas fotos feitas por esse que “vos tecla”… Modéstia à parte, ficaram boas… (tem umas do Claudinei também… depois ainda me processa por direitos autorais – louros a ele também).
Abraço,
Hugo.
27.6.09
Agora o GrupoRBS pode me contratar…
Já estava na hora de escrever algo por aqui.
Hoje rolou esse assunto com uma grande amiga que está morando em Portugal. A Jana trabalhou um tempo na ZH e eu sempre disse pra ele que gostaria de ser contratado pela Zero pra ser colunista… Mas sou engenheiro… Um engenheiro que as vezes, escreve uns textos…
Agora o supremo decidiu… O diploma é dispensável para o exercício da profissão de jornalista! Quem já passou ou ainda enfrenta FABICO e assemelhados não gostou muito da ideia. Alguns se sentem ameaçados, outros alegam outros valores… Mas é fato, em linhas gerais, desaprovam!
Penso que é uma grande bobagem essa discussão. O exercício do jornalismo sempre foi exercido por pessoas das mais diferentes formações… Agora é legal, só isso… Mas como no Brasil, tudo vira celeuma… Eis mais uma!
A Jana foi mais uma das que alegou que existe o lance da ética… Bom, na minha opinião ética é questão de berço… Ética passa por educação, por bom senso… E seria interessante que fosse debatido, praticado e aplicado em todas as áreas do conhecimento, dentro e fora de uma sala de aula… Na boa, pare e pense: deveria ser matéria de aula da faculdade? Na faculdade isso já deveria fazer parte da personalidade da formação moral de casa acadêmico.
Nestas horas me pergunto: políticos deveriam fazer jornalismo… quem sabe aprenderiam um pouco de ética… Falta muito pra esses seres… Mas política é outro assunto…
Já não é de hoje que temos economistas como colunistas, físicos com editoriais sobre a física do nosso cotidianos, atrizes escrevendo sobre dor de cotovelo e conselhos amorosos… E na maioria das vezes se dando bem… Melhor que muito diplomado por aí! Tem espaço pra todo mundo…
Tá certo! Hoje todo mundo se acha “jornalista”… Essa nova (já nem não nova) mídia – a internet – tornou a informação mais instantânea. É bem comum se ter um BLOG. Este que “vos fala” começou assim: tenho coisas pra dizer, quero publicar textos meus… vou fazer um blog e ser famoso como colunista de meu próprio periódico digital. Mentira! Começou por brincadeira, e assim fica até hoje…
Confesso, acho o jornalismo uma atividade bem interessante. Disseminar informação, conhecimento, ideias, promover discussão, em ultima instância provocar o pensamento crítico. E pra isso, tem espaço pra todo mundo… Jornalistas de formação e jornalistas de coração… Tem lugar pra todos os tipos de pensamento – isso só agrega, só diversifica…
Vida longa e próspera aos jornalistas. Sempre!
Abraço Jana, o Brasil morre de saudades.
Hugo.
17.6.09
Acordei pensando nesse poema…
Nostalgia? Talvez…
Mas acho que não devemos esperar o fim, pra nos darmos conta do final. Esse poema me acordou hoje de manhã. Foi estranho, pois eu tinha a impressão de estar lendo, ou ouvindo…
Não lembrava do nome, sabia ser do Mário Quintana… Vai aí:
SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS
A vida é uns dos deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ªfeira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente ...
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mario Quintana ( In: Esconderijo do tempo)
Ainda não sei se assimilo esse poema, mas tento… Tento desde o dia que ouvi, sendo declamado por Ideli Diefenbach, grande professora de português que tive. Isso me faz também lembrar dela que tão cedo se foi, de forma rápida e inexplicável – Quintana tem toda a razão.
Amigos, desculpa o tom Ana Maria Braga (acooooooooooooooooorda menina), mas precisava escrever…
Só pra constar, perceberam a mensagem apocalíptica do título?
Abraço,
Hugo.
P.S.: Faltam dois pros trinta!
16.6.09
23.5.09
NOSSA, FAZ UMA CARA…
Realmente faz tempo…
Que blogueiro é esse, que passa dias sem escrever?
Que blogueiro é esse, que deixa uma história pela metade?
Que merda de blogueiro é esse?
Bom eu acho que não sou blogueiro… O David Coimbra nem me escolheu pra ser estagiário dele… ;(
Mas falando sério.
Vida corrida, e uma prova pra semana que vem…
O findi vai ser pra estudar termo!
Abraço. (se é que alguém acompanha esse blog…)
20.4.09
A SAGA – PARTE III *** Chegamos em Montevideo
Já eram quase 5:00 da tarde… depois de uma viagem longa, todos nós estávamos muito cansados. Tudo o que precisávamos era chegar no nosso hotel, largar as malas e tomar um banho! Foi o que fizemos… mas queria mais era ver todas as mais de duzentas fotos que tinha feito até então…
O pessoal quis dar uma dormidinha… eu não! Mas esperei a galera, pra jantarmos juntos… Escolhemos a dedo, um local “diliça”: um bareco bem podrão, na esquina da quadra do hotel… Comemos pizza; uns pedaços bem meia boca!
Mas depois foi o luxo… Depois do jantar “um décimo de boca” um sorvetinho “show de bola”! Que delícia! Eles não sabem fazer doce de leite… Eles sabem é fazer sorvete, isso sim! Nesse passeio conhecemos os arredores da Ciudad Vieja… um bairro bem antigo (por isso Vieja,heheehhe) onde começou a cidade de Montevideo.
Voltamos “facerito” pro hotel! Dormi como uma pedra! Teve gente reclamando de alarme de carro com gritedo na madrugada… eu não ouvi nada. Tínhamos decidido fazer um City Tour por Montevideo na manhã de sábado.
Bom, depois conto do City Tour!
Abraço,
Hugo.
17.4.09
A SAGA - PARTE II *** Páscoa no Uruguay
Bom… Queria morrer!
Planejei tudo. Tudo o que levar na mala, a quantidade de dinheiro que levaria… Tudo, fiz inclusive uma cópia da carteira de identidade… Tanto fiz, que deixei o original dentro da copiadora!
Bom na fronteira, sabia que não passaria! Mas tentamos, né… O Rafa tomou frente, e fomos ver o que rolava… Claro que eu estava errado, mas 1000 pilas pra aliviar o meu passe? Fora de cogitação! Era isso ou voltar pro Brasil. Até imaginei, voltar pra Porto, e eles seguindo viagem! O gentil senhor da imigração falou que se quiséssemos esperar a troca de turno e falar com o pessoal do outro período… Esperamos. Depois de um presentinho, liberados!
Bueno, ahora estábamos en suelo uruguayo.
Eu ainda estava meio puto da cara comigo mesmo pela cagada do século… Como disse a Karine: “chupou bala…” Mas agora era curtir o resto do passeio… E torcer pra não me meter confusão…
Primeira parada: La Pedreira… era super cedo. A praia estava bem vazia, o dia estava lindo… e claro, frio. Mas este conjunto de coisas nos renderam imagens com essa:
Ficamos bem pouco tempo por ali… O suficiente pra ver um amanhecer a beira-mar no Uruguai.
Saindo dali, passamos por La Paloma… (ouvi uma história que não sei se é só piada, mas é considerada a praia das mulheres de vida fácil…). Uma prainha bem pequena… mal paramos… lá só tirei foto do farol e da Vênus de (ma)Millo…
Próxima parada : PUNTA!
PQP! Não lembro se foi a Karine, ou a Lidi, mas uma delas disse que tinham avisado pra ela que passar por Punta era certeza de entrar em depressão. Meu deus… o que são aquelas mansões, prédios suntuosos com vista pro mar… Realmente, a vida que o futuro me reserva (assim espero).
A praia é linda, o dia continuava muito bom… e a cidade fede – de chick! Passamos o resto da manhã por ali… Almoçamos! Massas muito boas e claro, um belo entrecot! Eu e o Rafa decidimos tomar um café, e mandamos as gurias pra feira de artesanato fazer compras (como se precisasse mandar). Antes tivéssemos ido junto. Teríamos economizado 8 pilas… e mais teríamos poupado nosso paladar e não termos tomado o pior café de nossas vidas… Pra vocês verem: nem tudo são flores em Punta… o café deles é uma merd*… Fraco e com um gosto horrível…
Antes de rumar a Montevideo, mais uma passada pela playa ver umas ondas e tirar foto nos “dedos”… Eu não resisti e fui molhar os pés, numa água gelada, onde só os uruguaios se arriscavam a entrar. Estava muiiiiiiiito fria!
Já estava na hora de ir pra Montevideo, lagar as coisas no hotel e ver “qualé” da capital!
Como diria um “amigo” meu: VOLTAREMOS!
Logo, A SAGA – PARTE III!
Abraço,
Hugo.

